You: Quando você se vê
- Estrogênia Produções
- 17 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Um desabafo sobre a série que me fez sentir medo, curiosidade e, estranhamente, empatia

Talvez essa série não te toque.Talvez ela te esbofeteie.
Tentei entender por que You é tão instigante para mim. Será que eu me via no personagem principal?
Ops, acho que não.
Na verdade, eu me via em suas vítimas. Em suas relações “românticas”. E queria entender por que o homem abusador e psicopata, o Joe, matava suas companheiras.
Esse é meu primeiro post. Não sei bem por onde começar nem para onde quero ir, mas estou com vontade de escrever sobre “coisas”. Então, lá vai…
Depois de maratonar as cinco temporadas, percebi que nunca assisti por inércia. Sempre com vontade. Sempre com aquele desejo de “só mais um episódio”. A série me prendeu do início ao fim, diferente de outras que perdem o fôlego cedo (pra mim, foi assim com Stranger Things — talvez escreva sobre isso depois).
You me prendeu porque gosto de mistério, suspense, tensão. Amo Agatha Christie, Sherlock Holmes, e até os dilemas poéticos de Hamlet, de Shakespeare. A ficção, por mais absurda que pareça, às vezes escancara a realidade. Quando lemos casos como os de Julieta Hernández, Bruna Oliveira da Silva e tantas outras mulheres vítimas de violência, percebemos que o Joe não é tão fictício assim.
Incomoda.
Assusta.
Somos, nós mulheres, mais uma presa?
A ambientação da série também contribui: locações em diferentes países, entre o luxo e o ordinário. Figurinos simples, que deixam os atores à vontade para brilhar sem distrações.
E a atuação de Penn Badgley como Joe é um espetáculo à parte. Você simpatiza. Depois odeia. Depois entende. Depois detesta de novo. Uma mistura difícil de explicar. Ele tem uma presença corporal forte, mesmo quando tudo nele parece contido. A câmera sabe explorá-lo. A direção é certeira.
O roteiro? Uma loucura deliciosa. Vai e volta. Te engana. Te puxa. Quando uma série é boa, não importa se é noite ou dia, EUA ou Londres — o que importa é a conexão entre os personagens e o sentido da história.
E You tem isso.
Esse texto foi só um impulso. Um desabafo sobre o que me veio à cabeça depois da série.
Nota: 4,8/5
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